quinta-feira, 14 de junho de 2012

Delícia perigosa



A maniçoba é um prato tradicionalmente indígena, muito apreciado aqui na Bahia, lê-se as cidades de Cachoeira e Santo Amaro (recôncavo baiano). O prato é feito com folhas de Maniva bem moídas e cozidas, por aproximadamente 1 semana. Esse cuidado todo deve-se ao fator de que se as folhas não forem bem cozidas, não irá ser retirado o ácido cianídrico, que é venenoso.

Seus ingredientes são: Maniva moída, toucinho, carne-seca, chouriço, carnes de porco e de boi, fato e os temperos verdes

Viva ao São João!!!!

O São João está chegando e o nordeste inteiro se agita, a fogueira é acesa, o forró rola solto e as mesas ficam repletas de comidas típicas de dar água na boca. Aproveitando que ainda dá tempo de aprender, aqui vão algumas receitas para deixar sua mesa mais bonita e gostosa nesse São João. VIVAAA!

*Basta clicar na imagem para ser direcionado ao site das receitas.

Bolo de Aipim




Beiju




Bolo de Carimã




Bolo de Tapioca


 


Canjica de Milho

Canjica de Milho 


Para mais receitas, recomendamos o site do São João na Bahia (clique aqui) e VIVA AO SÃO JOÃO!!! 

 

Paraíso Tropical



Em lugar popular, mas com culinária premiada pela maior escola de gastronomia do mundo (Commanderie Des Cordons Bleus De France) e eleito como Melhor Comida do Brasil pelo Guia 4 rodas, o Restaurante Paraíso Tropical é um dos mais famosos de Salvador.


O restaurante é famoso pelos seus cardápios e lá todos os ingredientes utilizados são colhidos da própria horta e pomar orgânicos com mais de 120 espécies de frutas em meio à Mata Atlântica. Comandado pelo chef Beto Pimentel, o ilustríssimo restaurante já recebeu celebridades como: Bell Marques, Wagner Moura, Caetano Veloso, José Wilker, Milton Nascimento, Jimmy Cliff e Luana Piovani.


O Restaurante fica na Rua Edgar Loureiro, 98-B, Resgate - Cabula - Salvador - Bahia, vale a pena conferir. Para mais informações, acesse o site http://www.restauranteparaisotropical.com.br/.


Gabriela...

A nova novela das 11 da Rede Globo, Gabriela, baseada na obra de Jorge Amado, conta com a presença de Juliana Paes interpretando a personagem principal e ela contou como foi participar de um Workshop de Culinária Baiana:

Você fez um workshop de culinária baiana. Já tinha algum conhecimento sobre como preparar esse tipo de prato?

"Sempre fui muito fã de comida baiana. Adoro um acarajé, um abará, ô... (risos). Mas não tinha noção de como se preparava essas comidas. Por isso, o workshop de culinária foi muito interessante e gostaria de mandar um beijo para a Cida (Baiana), que foi quem me ensinou tudo isso. A comida baiana não é só pegar a receita e fazer. Tem um jeitinho de se preparar também. E esse jeitinho aprendi com uma baiana legítima! Agora sei que já posso convidar as pessoas para comer uma moqueca lá em casa, porque sei fazer! (Risos)."



Fonte: 180graus

Ao Som da Comida Baiana

E a gastronomia baiana já foi inspiração para a música. Dorival Caymmi é autor da música Vatapá, que traz ritmo aos ingredientes e à receita desse prato tipicamente baiano. Abaixo vocês podem conferir o vídeo do clipe da música cantada por Gal Costa:



Dicas de Restaurantes de Comida Baiana em Salvador

Para quem quer experimentar ou mesmo se deliciar novamente com a culinária baiana, aqui vão algumas dicas de restaurantes em Salvador que servem as delícias da Bahia.

Restaurante Yemanjá - Localizado na Av. Otávio Managabeira, 4655, Praia de Jd de Armação. (71) 3461 9010.

Restaurante Panela da Bahia - Localizado no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, na Ladeira de São Miguel, 7. (71) 3321 7236

Restaurante Bargaço - Localizado na Rua Antonio da Silva Coelho, Qd 43 Lt 18/19, Jardim Armação. (71) 3231-1000

Casa da Dinha do Acarajé - Localizado na Rua João Gomes, 25 - Largo de Santana, Rio Vermelho. (71) 3334 4350

*Para conhecer melhor os restaurantes antes de ir, basta clicar no nome dos restaurantes e os links direcionarão para o site deles. 

Comida Baiana - A Origem

    Apesar de produzidas no Recôncavo em todo o litoral da Bahia, as raízes das comidas típicas baianas vêm nada menos que da África. No entanto, é importante ressaltar que os pratos que recebem esta influência, não são necessariamente os mais consumidos no cotidiano do baiano. Tomemos como exemplo a iguaria símbolo da Bahia: o acarajé, que é mais bem apreciado pelo público nativo às sextas-feiras ou mesmo aos finais de semana: dias onde há mais tempo para juntar-se aos familiares e amigos, unindo o prazer de saborear este prato, junto à descontração de um bate-papo informal. Outros exemplos são: a moqueca de frutos do mar, o vatapá, o feijão fradinho e o “xinxim de galinha”; pratos muito mais consumidos em datas institucionais, onde há o hábito de prepará-las como refeição em prol da tradição familiar ou local.

    Os pratos aderidos no dia-a-dia, porém, recebem mais influências portuguesas e até mesmo indígenas. Essa união que resulta no prato usual do baiano é também chamada de “Culinária Sertaneja”. E como ilustrações, nós podemos citar: o feijão, o cuscuz e demais pratos derivados do milho, o ensopado, o guisado, entre outros.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Comida di Buteco

Neste ano, o vencedor da 5ª edição do primeiro e maior concurso de gastronomia de botecos do Brasil, em Salvador, foi o prato conhecido como Flor de Tieta, criado pelo cozinheiro Jô da Bahia. O prato é composto por salame, empada de bacalhau de nata e empada de camarão. A mistura curiosa e a apresentação do prato foram fundamentais para que ele caísse nas graças dos paladares que o degustaram. O festival gastronômico ainda contou com a participação de mais 14 cidades. 


Dica Pra Vocês

Veja como é feito o acarajé, uma das principais delícias da culinária baiana:

   
                             

Na Tela!

Link abaixo de vídeo do programa Mais você, contando com a presença do premiadíssimo chef  baiano: Beto Pimentel. Vale a pena conferir!

Conceitos e Conselhos de Rafael Sessenta


Matéria realizada por Letícia Rocha, expondo a visão do Chef Rafael Sessenta, em torno da culinária baiana e do típico acarajé


A comida baiana é condimentada. Nada é levinho, nada é tão suave que não se note. Por isso mesmo, muita gente ainda tem medo. Diz que ela é forte e coisa e tal. Mas intervenções sutis, como um pouco menos de dendê aqui, um Arborio ali, podem torná-la viável em qualquer lugar do planeta. E olha que quem diz isso é Rafael Sessenta, um chef soteropolitano, de 62 anos – 50 deles vividos na cozinha. Em meio século, ele reuniu histórias pessoais e profissionais que lhe dão suporte para enxergar a quantas anda a Bahia, apontar rumos e, consequentemente, lidar com as polêmicas que cria com suas opiniões.

“Nossa comida é fruto de mais de 500 anos de história e, no decorrer desse tempo, não sofreu grandes alterações”, diz Rafael, feroz defensor de suas raízes, mas consciente de que é preciso ficar antenado com as mudanças. “A gastronomia vive dias de globalização. Só baiano conhece comida baiana, e olhe lá!” Rafael se desprende de todo bairrismo e abre o jogo: “Até entre os baianos, a tradição está se perdendo”. Certo dia o chef ficou com os nervos à flor da pele. Foi convidado para um jantar na casa de amigos, que receberiam visitas de São Paulo. “Serviram fondue, em Salvador. Aonde isso vai parar?”, reclama. “Claro, não temos de comer só comida baiana, mas, quando tem gente de fora, é a chance de mostrar o que é nosso.” Sua sugestão para um jantar assim? Arroz de hauçá, uma receita que mostra bem o que é a comida de casa. Rafael lembra de um restaurante da cidade com o nome desse prato, mas que não servia o tal arroz. Um detalhe, mas que tira o chef do sério.

Quer saber o que mais irrita Rafael? Acarajé servido de tudo quanto é jeito. Para o chef, o bolinho, feito de feijão-fradinho, depois frito, só leva camarão seco e molho de pimenta, com dendê. “Você vê acarajé com vatapá, caruru, vinagrete, óleo de soja, só falta colocar ketchup e mostarda”, afirma, em nome de um acarajé correto e bem feito, sem deixar a tradição se perder.
E para quem diz que comida baiana é pesada demais para ser alta gastronomia, a lição do chef: é preciso arriscar. O arroz de hauçá, originalmente era oferenda aos orixás, por isso não levava nada de temperos. Era apenas cozido em muita água até passar do ponto, ficar meio “papa”. Aqui entra a solução: usar o arroz Arborio, que, ao liberar mais amido, alcança a consistência desejada e ganha em sabor.

Rafael também sonha em mostrar que na Bahia não se vive só de leite de coco e dendê. “Esses são ingredientes típicos da cozinha do Recôncavo, mas tem o bode da caatinga, os caldinhos da litorânea e os pratos com banana da Chapada”, diz o chef, que anda a mil com o segundo livro, previamente batizado Dobradinha. Ainda em fase de produção, já reuniu 180 receitas nessa toada de preservar o que é para preservar, e inovar no que é preciso.

Há ainda as mudanças necessárias para torná-la executável nos quatro cantos do mundo. “Lambreta é um marisco pequenino, que só tem em águas por essas bandas. A pessoa não pode deixar de fazer por estar no Rio de Janeiro ou na Itália”, afirma. Aí entra a interferência do chef, que, depois de uns testes para o livro, sugere prepará-la com vôngole. Figurinha popular, Rafael apresenta um programa de TV diário numa emissora regional e mais dois em duas rádios locais. É proprietário de uma escola de cozinha e ali consegue praticar a veia do administrador, sua formação, e a do cozinheiro, a vocação que descobriu criança.

Ele tinha 12 anos quando trocava as brincadeiras por bisbilhotar o pai no fogão de casa. Ele ainda é habitué de um festival gastronômico na Itália que, anualmente, leva pitadas baianas ao País da Bota. Um de seus próximos desafios é desembarcar em Cuba, para um evento de gastronomia brasileira, onde quer provar que Havana e Salvador são cidades irmãs. “Vejo sintonia de sabores, cores, ritmos".

Bobó de Camarão


Para quem não dispensa um Bobó:


Receita de Bobó de Camarão

Ingredientes
2 kgs. de camarão branco fresco e limpo;
½ kg de mandioca;
4 colheres de sopa de azeite de dendê;
1 cebola média picada;
1 tomate;
1 pimentão picado;
2 colheres de coentro picado;
1 xícara de leite de coco (240 ml.);
Sal a Gosto.

Receita de Bobó de Camarão
Preparo
Separe os camarões e coloque numa panela com água e leve ao fogo para fervura.
Escorra e reserve o caldo.
Corte as mandiocas em pedaços, descasque e cozinhe até ficar macia. Retire a mandioca da panela e reserve 2 ½ xícaras de caldo.
No liquidificador, coloque um pouco de caldo e acrescente aos poucos alguns pedaços de mandioca.
Bata e repite a operação, sempre colocando o caldo e batendo a mandioca aos poucos.
Numa panela com azeite de dendê, frite a cebola até começar a dourar. Junte o tomate e refogue bem.
Acrescente o camarão, tempere com o sal e o coentro. Abaixe o fogo e deixe cozihar por 3 minutos.
Acrescente o creme de mandioca e o leite de coco
Sirva com arroz branco.
Rendimento: 4 pessoas.

Água na Boca


Receita de Escondidinho de Carne Seca

Ingredientes
3 xícaras de mandioca;
500 grs. de carne seca (ou carne de sol);
100 grs. de manteiga;
2 copos de queijo coalho picado;
2 colheres de sopa de leite em pó;
Sal a gosto.

Escondidinho de carne-seca - Carne-seca selecionada coberta com purê de aipim e queijo.
Preparo
Lave a carne seca, corte em pedaços de tamanho médio e coloque numa panela de pressão com água. Quando ferver, escorra e coloque novamente água na panela até cobrir a carne e deixe ferver novamente.
Escorra mais uma vez; volte a cobrir a carne com água, tampe a panela de pressão e deixe cozinhar até a carne ficar bem macia.
Escorra a água, deixe esfriar a carne e desfie. Reserve.
Descasque as mandiocas, lave bem , corte em pedaços de tamanho médio e cozinhe até ficar bem macia. Não coloque sal para cozinhar as mandiocas.
Bata a mandioca no liquidificador com leite o suficiente par fazer um purê bem encorpado.
Numa panela, coloque a manteiga, junte a carne e a cebola.
Tire do forno e reserve.
Num refratário untado, coloque uma camada de purê de mandioca, uma de carne seca desfiada, outra de purê e assim sucessivamente. A última camada deverá ser de purê.
Para finalizar, polvilhe com queijo ralado e coloque no forno previamente aquecido para gratinar.
Sirva com arroz branco.
Rendimento: 3 pessoas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sexta-feira da Comida Baiana

Amanhã é sexta-feira para nossa alegria e a Churrascaria Corumbamba, localizada no Saboeiro, reserva, em todas as sextas-feiras, um lugar especial para a comida típica baiana. Pratos como caruru, vatapá, bobó de camarão e moquecas são servidos e os clientes podem desfrutar de uma deliciosa culinária.

O restaurante serve comida a quilo com um preço bastante acessível. Vale a pena conferir!

Churrascaria Corumbamba
Rua Silveira Martins, 42 
Saboeiro
Tel.: (71) 3231 6928



quarta-feira, 16 de maio de 2012

I Salão Baiano de Turismo traz mostra gastronômica

Amanhã, 17 de maio, às 9h, será aberto o I Salão Baiano de Turismo, que tem como tema "Viaje por um mundo chamado Bahia". O evento ocorrerá até o dia 19 de maio e, além de trazer uma programação voltada para o turismo, ele conta com uma mostra gastronômica. Essa mostra tem como objetivo divulgar a culinária baiana, que é um dos principais atrativos para quem vem à Bahia.

O Salão ocorrerá no Centro de Convenções da Bahia, das 14h às 22h dos dias 17 a 19 de maio e é preciso fazer uma inscrição gratuita. Mais informações no site http://www.salao.turismo.ba.gov.br/.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Reabertura do Memorial da Baiana do Acarajé

O Memorial da Baiana do Acarajé, localizado na Praça da Cruz Caída, no centro histórico de Salvador, foi reaberto (após reforma) para visitação nessa terça-feira (15) das 8h às 18h e sua solenidade de reinauguração foi ontem (14), às 18h, e contou com a presença de apoiadores como a Coca-Cola, IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Secretaria Política das Mulheres, Instituto ACM e Rede Bahia.

O evento também marcou o lançamento do documentário "O Axé do Acarajé", dirigido pelo jornalista Pola Ribeiro, que mostra a importância do dendê e a cultura e economia do acarajé.

O Memorial foi aberto inicialmente no ano de 2009 e, desde então, tem exposto a história tanto das baianas  de acarajé, como do próprio acarajé. No local, também podem ser encontrados artesanatos, adereços e instrumentos gastronômicos utilizados pelas baianas.

O espaço fica aberto para visitação de terça a domingo, das 8h às 18h.